No dia 30 de Abril de 2018, visitamos um dos atrativos mais requisitados da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio. O acesso é relativamente fácil e a trilha que da em direção ao morro está localizada a margem da BR-242, à 26 quilômetros da cidade de Lençóis. E apesar de possuir uma altitude de 1.120m e a sua subida ser por meio de uma trilha de pedras, quem encara essa aventura se deslumbra com uma paisagem de tamanha beleza que jamais esquece.
Pertencente ao município de Palmeiras, o Morro do Pai Inácio tem esse nome, pois como nos diz a lenda, na época da escravidão, um escravo chamado Inácio, se apaixonou pela sinhá de um fazendeiro daquela região. A sinhazinha do fazendeiro e o escravo tiveram um romance às escondidas por um certo tempo, até que alguém desconfiou e descobriu tudo, fazendo chegar aos ouvidos do coronel toda a história.
O grande fazendeiro enfurecido com o fato, ordenou ao capataz que tirasse a limpo aquele absurdo, e caso fosse confirmado, era para torturar e depois dar cabo da vida do maldito escravo. Contudo, ao saber da decisão de punir o seu amado, a sinhá correu ao encontro do escravo para contá-lo e impedir que lhe fosse feito algum mal. Inácio então deu início a sua fuga, o mais rápido possível e levou consigo, um guarda-chuva, dado pela sua amada, como prova de seu amor para que ele sempre se recordasse dela.
Os capangas sob o comando do capataz da fazenda saíram em disparada em busca do fugitivo. Porém, Inácio que era muito esperto e conhecia bem a região, o que fez com que ele ficasse muito tempo escondido nas matas fechadas da Chapada Diamantina. A caçada ao fugitivo aumentava a cada dia, até que chegou ao capataz uma notícia segura do paradeiro do escravo, que ele havia sido visto num riacho próximo, abaixo de um morro.
Ao se aproximarem do morro, os capangas perceberam um sinal de fumaça e decidiram escala-lo para averiguar. Assim, como estratégia, deixaram os cavalos atrás do morro e subiram silenciosamente. Ao chegarem no topo, avistaram Inácio e imediatamente o cercaram. O escravo então, percebendo que estava encurralado, segurou o guarda-chuva correu para a beira do penhasco que ficava a uns trezentos metros de altura. Concluindo que não tinha saída, Inácio deu um salto para o precipício e o guarda-chuva se abriu em sua mão, sumindo da vista dos capangas que o perseguiam.
Ao verem somente o guarda-chuva voando, os capangas ficaram atordoados, pois não viram nenhum sinal do escravo. E como não encontraram o corpo, decidiram voltar ao coronel e dizer que Inácio tinha se jogado morro abaixo e que ao bater nas pedras haveria morrido e o seu corpo ficado em pedaços. Como foi dado como morto o escravo parou de ser perseguido pelo fazendeiro.
Entretanto, no local onde ele deu o pulo, há alguns poucos metros abaixo, havia uma borda de pedra, onde ele amorteceu o salto e se encolheu encostando-se em um vão junto a parede do morro, para evitar que fosse localizado pelos inimigos, dando a eles a impressão que teria se jogado morro abaixo. e após a partida dos capangas, Inácio correu até casa grande, encontrou-se com a sinhá e eles fugiram juntos para bem longe.
Diante disso, após conhecer o lugar e a sua história, acreditamos que essa experiência ficará guardada na memoria de cada aluno que teve a oportunidade de contemplar esta vista, pois além de nos proporcionar uma sensação de liberdade também nos despertou a sensibilidade em relação a importância de se preservar a natureza e as maravilhas que ela nos oferece.
Diante disso, após conhecer o lugar e a sua história, acreditamos que essa experiência ficará guardada na memoria de cada aluno que teve a oportunidade de contemplar esta vista, pois além de nos proporcionar uma sensação de liberdade também nos despertou a sensibilidade em relação a importância de se preservar a natureza e as maravilhas que ela nos oferece.
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