quinta-feira, 7 de junho de 2018

E o que levamos na bagagem?

Além de muitas fotos registradas e recordações na memoria desse momento tão especial, trazemos também para casa na bagagem alguns ensinamentos, que com certeza, nos fizeram compreender a importância da educação em nossas vidas, não só a educação escolar, mais principalmente a educação que aprendemos com a vida.



E aqui vale destacar que um dos pontos que nos chamaram a atenção durante a viajem e talvez o principal, foi uma frase dita pelo guia no nosso primeiro passeio:"não leve nada e não deixe nada", nos fazendo refletir sobre a importância de se preservar a natureza e as belezas que ela reserva para nós.



Encerramos a nossa jornada com a visita ao Poço Azul

O Poço Azul é um dos principais atrativos turísticos da Chapada Diamantina e localiza-se especificamente no município de Nova Redenção. Trata- se de uma gruta de águas cristalinas, onde a combinação entre as formações rochosas e a incidência da luz solar criam uma atmosfera mágica, torna assim, o Poço Azul, um atrativo de tirar o folego de qualquer um. 


Uma das justificativas para tanta clareza na água é a existência de elementos como o carbonato de cálcio que filtra todo o líquido, contribuindo para a sua transparência espelhada, critério este que faz com que as pessoas que desejam adentrar na água precisem tomar banho antes, a fim de eliminarem todas as substâncias do corpo. Além disso, por se tratar de um espaço com grande instabilidade rochosa, os guias orientam aos visitantes que façam o máximo de silêncio possível e realizem apenas a atividade de flutuação.


A sensação de adentrarmos no poço de águas cristalinas é incrível, pois a beleza e ao mesmo tempo os mistérios que circundam tamanha paisagem nos deixam admirados. 

Encantos e Mistérios do Morro do Pai Inácio

No dia 30 de Abril de 2018, visitamos um dos atrativos mais requisitados da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio. O acesso é relativamente fácil e a trilha que da em direção ao morro está localizada a margem da BR-242, à 26 quilômetros da cidade de Lençóis. E apesar de possuir uma altitude de 1.120m e a sua subida ser por meio de uma trilha de pedras, quem encara essa aventura se deslumbra com uma paisagem de tamanha beleza que jamais esquece.

Pertencente ao município de Palmeiras, o Morro do Pai Inácio tem esse nome, pois como nos diz a lenda, na época da escravidão, um escravo chamado Inácio, se apaixonou pela sinhá de um fazendeiro daquela região. A sinhazinha do fazendeiro e o escravo tiveram um romance às escondidas por um certo tempo, até que alguém desconfiou e descobriu tudo, fazendo chegar aos ouvidos do coronel toda a história.

O grande fazendeiro enfurecido com o fato, ordenou ao capataz que tirasse a limpo aquele absurdo, e caso fosse confirmado, era para torturar e depois dar cabo da vida do maldito escravo. Contudo, ao saber da decisão de punir o seu amado, a sinhá correu ao encontro do escravo para contá-lo e impedir que lhe fosse feito algum mal. Inácio então deu início a sua fuga, o mais rápido possível e levou consigo, um guarda-chuva, dado pela sua amada, como prova de seu amor para que ele sempre se recordasse dela.
Os capangas sob o comando do capataz da fazenda saíram em disparada em busca do fugitivo.  Porém, Inácio que era muito esperto e conhecia bem a região, o que fez com que ele ficasse muito tempo escondido nas matas fechadas da Chapada Diamantina. A caçada ao fugitivo aumentava a cada dia, até que chegou ao capataz uma notícia segura do paradeiro do escravo, que ele havia sido visto num riacho próximo, abaixo de um morro. 
Ao se aproximarem do morro, os capangas perceberam um sinal de fumaça e decidiram escala-lo para averiguar. Assim, como estratégia, deixaram os cavalos atrás do morro e subiram silenciosamente. Ao chegarem no topo, avistaram Inácio e imediatamente o cercaram. O escravo então, percebendo que estava encurralado, segurou o guarda-chuva correu para a beira do penhasco que ficava a uns trezentos metros de altura. Concluindo que não tinha saída, Inácio deu um salto para o precipício e o guarda-chuva se abriu em sua mão, sumindo da vista dos capangas que o perseguiam.
Ao verem somente o guarda-chuva voando, os capangas ficaram atordoados, pois não viram nenhum sinal do escravo. E como não encontraram o corpo, decidiram voltar ao coronel e dizer que Inácio tinha se jogado morro abaixo e que ao bater nas pedras haveria morrido e o seu corpo ficado em pedaços. Como foi dado como morto o escravo parou de ser perseguido pelo fazendeiro. 
Entretanto, no local onde ele deu o pulo, há alguns poucos metros abaixo, havia uma borda de pedra, onde ele amorteceu o salto e se encolheu encostando-se em um vão junto a parede do morro, para evitar que fosse localizado pelos inimigos, dando a eles a impressão que teria se jogado morro abaixo. e após a partida dos capangas, Inácio correu até casa grande, encontrou-se com a sinhá e eles fugiram juntos para bem longe.

Diante disso, após conhecer o lugar e a sua história, acreditamos que essa experiência ficará guardada na memoria de cada aluno que teve a oportunidade de contemplar esta vista, pois além de nos proporcionar uma sensação de liberdade também nos despertou a sensibilidade em relação a importância de se preservar a natureza e as maravilhas que ela nos oferece.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Venha conhecer e se encantar pelos pontos turísticos da Chapada Diamantina pela ótica das pedagogas em formação


Como nossa primeira atividade da viagem de campo à região da Chapada Diamantina, fomos convidadas no dia 28 de Abril, para uma noite cultural na Casa de Cultura Afrânio Peixoto em Lençóis onde prestigiamos o lançamento do livro “O Amor e a Amora - A luta de uma mulher com um deus”, de autoria da pedagoga Lílian Pacheco e o espetáculo do grupo de teatro "Grãos de Luz e Griô", o qual apresentou de maneira belíssima os dilemas e as inquietações vivenciadas pela mulher na sociedade atual.

No dia seguinte (29/04), o segundo ponto turístico visitado por nós, foi o Ribeirão do Meio, um lugar que atrai os visitantes por oferecer como atrativo um grande tobogã de pedras naturais que cai diretamente em águas limpas e refrescantes. Além disso, é um ótimo lugar para apreciar as belezas naturais, bem como desfrutar de um tempo agradável com a família e amigos.

Para se chegar ao Ribeirão do Meio, percorremos uma trilha com o auxilio de um guia, tendo a duração de aproximadamente 45 minutos de caminhada. Apesar de ser uma atividade cansativa, a recompensa de se deparar com tamanha paisagem natural é gratificante e satisfatória.

Outro atrativo turístico que visitamos, foi o Parque Municipal do Serrano, um dos pontos mais visitados da cidade de Lençóis, o qual concentra diversas atrações como o Salão de Areias Coloridas, as piscinas naturais também chamadas de Caldeirões, a Cachoeirinha entre outros. Para chegar até o Parque Serrano na Chapada Diamantina o acesso se dá através de uma caminhada de aproximadamente 15 minutos a partir do centro da cidade de Lençóis.

A primeira beleza natural do Serrano são os Caldeirões, antigo local de garimpagem e onde foi descoberto o primeiro diamante de Lençóis. As piscinas naturais do Serrano são formações de pedras com profundidade rasa, podendo atingir até quatro metros de profundidade. A tonalidade da água é escura, porém, limpa e perfeita para se refrescar e relaxar com banhos de massagens nas pequenas quedas d’água.

Após as piscinas naturais, a caminhada pelo Parque do Serrano revela outras belezas naturais como o Salão de Areias Coloridas, o qual é formado por Rochas gigantescas que levam a túneis e cavernas com pedras e arenitos em decomposição. Os Salões de Areias Coloridas tem este visual e este nome por conta das diferentes tonalidades de areia (rosa, branca, vermelha, verde, amarela e lilás) espalhadas pelo interior da caverna. 


Para encerrar o dia, finalizamos as nossas atividades com uma visita a Cachoeirinha, um lugar que como o próprio nome já diz, é uma pequena cachoeira, com pouco volume de queda d´ água, ideal para se refrescar após as subidas e decidas das trilhas percorridas pelo Serrano.

Referência

http://www.chapadadiamantinabahia.com/sobre-lencois/atrativos/serrano


http://www.chapadadiamantinabahia.com/sobre-lencois/atrativos/salao-de-areias-coloridas

sábado, 19 de maio de 2018

Aula de Campo: Viaje conosco à Chapada Diamantina


Nós, alunos (as) do VI semestre do curso de Licenciatura em Pedagogia, realizamos no período de 28 de Abril a 01 de Maio de 2018, uma aula de campo, tendo como destino a região da Chapada Diamantina, a qual fica localizada no interior do estado da Bahia e faz parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O convite foi realizado a partir de uma proposta da disciplina Educação em Espaços não Escolares, ministrada pela professora Drª Tânia Regina Braga Torreão Sá. 
A Chapada Diamantina localiza-se na Serra do Espinhaço que é uma cadeia montanhosa localizada no Planalto Atlântico, estendendo-se pelos estados da Bahia e Minas Gerais. Seus terrenos são do Proterozóico e contêm jazidas de ferro, manganês, bauxita, diamante e ouro.
A região está dividida geograficamente entre várias serras, como a Serra de Rio de Contas, do Bastião, da Mangabeira, das Almas e do Sincorá. Elas são as divisoras de água entre a bacia do Rio São Francisco, Rio de Contas e o Paraguaçu, que deságuam no Oceano Atlântico.
A principal referência para quem deseja conhecer a Chapada é a cidade de Lençóis, onde está localizado o único aeroporto da região e também grande parte da infraestrutura destinada ao turismo. Ainda que Lençóis seja a principal cidade (conforme foto ao lado), localidades como, por exemplo, Mucugê, Andaraí, Palmeiras, Morro do Chapéu, Nova Redenção, Iramaia entre outros também se destacam na recepção aos viajantes. 
Tombada pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Lençóis é o portal da Chapada Diamantina. 

Mas, afinal qual é a origem do nome Lençóis?
Há quem atribua às coberturas de lona branca das tendas dos primeiros garimpeiros que se instalaram por ali. De longe, os tetos das barracas estendidas lá em baixo criavam a impressão de um grande lençol estendido. 
Outros relatam uma história mais ecológica. Dizem que as águas do rio Lençóis (conforme foto ao lado), que divide a cidade ao meio, formam espumas brancas, principalmente em épocas de enchentes. Em meio às pedras, parece um grande lençol estendido.

Referência: 




quinta-feira, 17 de maio de 2018

Projeto de Intervenção:

Sinal de Acesso e Inclusão: 
Localização Geográfica para pessoas com baixa visão

O projeto de intervenção, intitulado “Sinal de acesso e inclusão: Localização geográfica para pessoas com baixa visão” foi realizado no Pavilhão Manoel Sarmento, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, Campus de Jequié, pelas discentes Cícera Santos, Ilma de Souza, Ingrid Gonçalves e Luana Alves, do VI semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia, turno matutino, cumprindo as exigências da disciplina Educação em Espaços não Escolares, ministrada pela professora Dr.ª Tânia Regina Braga Torreão de Sá, docente da referida instituição.

A ideia do projeto surgiu a partir da necessidade de fazer com que os discentes dos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Letras tivessem uma maior mobilidade e independência no seu deslocamento pelo Pavilhão Manoel Sarmento, já que o mesmo não oferece recursos que promovam a acessibilidade dos alunos. Assim, por meio da fixação de placas sinalizadoras, nas dependências do módulo, proporcionamos aos discentes com deficiência (visual e/ou auditiva) a possibilidade de identificarem por meio do manuseio do desenho em alto-relevo, do Braile e da Libras, o espaço no qual desejam adentrar.

Acreditamos que a realização desse projeto não se encerra com a fixação das placas, pois os resultados da aplicação das sinalizações táteis são observados todos os dias na vida dos discentes, os quais tem agora um instrumento de orientação espacial, que possibilita uma maior independência em sua locomoção.  

Além disso, sabemos que a nossa inciativa não abrange toda a estrutura física da universidade, porém acreditamos ser este um importante passo para um novo olhar da comunidade acadêmica em relação à inclusão e acessibilidade dos discentes, por se tornar um referencial para projetos futuros, que visem melhorar a qualidade da permanência dos estudantes na universidade.

PARA ACESSAR O PROJETO DE INTERVENÇÃO: Clique Aqui

Pare e Pense!!


Certamente, você já deve ter ouvido falar sobre o conceito de inclusão. Entretanto, será que existe inclusão na nossa sociedade?

Talvez você nunca tenha parado para pensar sobre isso. Mas existem muitas barreiras que interferem na convivência humana. E quando estas não são vistas ao nosso redor, elas se encontram muito presentes dentro de nós. Uma delas é a formação do preconceito, o qual acontece "pela carência de experiência e reflexão diante daquilo que nos causa estranheza" (SILVA e SANTOS, 2013).


"A deficiência provoca esse estranhamento que leva ao preconceito exatamente porque nos coloca diante de um espelho que não aceitamos ver a nossa imagem refletida. Esse espelho nos remete ao medo de encararmos as nossas próprias limitações, pertinentes a condição humana [...] (e) ao negarmos essas experiências, perdemos também à possibilidade de experimentarmos a solidariedade, o acolhimento e a convivência com as diferenças [...]" (SILVA & SANTOS, 2013).